SUPERNORMAL
             
                Confissões de quem é Supernormal e quer Salvar o Mundo. 

 
  
                  
                                                                                                      

 

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 ? A alimentação

 

 

 

 

Então, tá. Resolvi salvar o mundo.

Pelo que minha mãe diz, desde pequena fui diferente – estranha é a melhor palavra.

Previa acontecimentos básicos – o carro ficaria sem freio na viagem, onde estava o documento perdido, psicografava canções da Maysa.

Para mim tudo era corriqueiro. Óbvio. Não sabia que as pessoas não sabiam antes do telefone tocar que o telefone iria tocar, e o nome de quem ligava.

Tudo era muito simples.

Como a família não sabia lidar com isso, deixaram como estava. Era melhor não contrariar.

Um acordo foi feito para sobrevivência de todos. Todo mundo iria achar super normal minhas ações, por mais loucas que fossem.

 Agora, depois de muitos anos, aceitei porque ninguém falou nada da tal da musica de Maysa que psicografei. Vi mesmo que eles estavam estranhos só porque eu ouvia uma voz feminina rouca a cantar no meu ouvido... mas como minha canção não teve ibope, coloquei nas inúmeras pastas de poesia, e no lixo estão desde então...

 Alias, não sei bem ainda, mas sempre sofri por amor desde cedo, e continuo sofrendo... acho que não me foi permitido amar um para poder amar todos agora – este é o máximo pensamento que consigo lidar com os inúmeros fracassos amorosos...

E hoje descobri que vou continuar assim... homens tem medo de mulheres que vêem o destino... podemos descobrir se eles nos traem... bobos, sabemos disto sem ter nenhum dom especial... eles não entendem nada de meninas mesmo...

Enfim, continuando o babado, o tempo passou.

Aí achei que realmente ultrapassei todos os limites. Aí me encontrei.

Aí foi que mudei de família.

Cheguei em casa, contei a todos, e começou a perseguição. Drogas, ilusionismo, charlatanismo... tudo que vocês podem imaginar foi usado como acusação ... só porque vi uma nave espacial bem na minha frente. Super normal. É só olhar para o céu, e contar com a sorte, claro... Enfim, a terra parou para a família. E justo eu que não bebo, não fumo, não uso drogas, e também .....não... (mas estas reticências são por pura falta de opção, como já expliquei....) fui acusada injustamente. Só por uma navezinha... e tive que escolher: ou a nave, ou a família.

Conhecendo a todos, preferi a nave.

Achei que ela me levaria a caminhos muito diferentes... bem mais próximos da minha realidade.

Estava certa. Não sei o que houve com meus irmãos, mas na minha vida foi uma reviravolta.

Depois das naves, vieram as visões, os contatos. E os compromissos com a humanidade. Tudo super-normal.

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